Mostrando postagens com marcador autoconhecimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador autoconhecimento. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de agosto de 2020

O QUE APRENDI COM 12 ANOS DE PSICOLOGIA

 


O que aprendi com 12 anos de Psicologia

 

Era uma vez e não era uma vez... Há 12 anos atrás uma jovem recém formada em psicologia, já com seu consultório aberto, desmarca seus clientes para ir na sua colação de grau.  Era 15 de agosto de 2008. Sim 12 anos de formada e 13 anos de clínica pois realizei meu estágio na clínica/escola da PUCPR em Curitiba, levei os clientes do estágio para a vida. Eles estão por ai, são os primeiros que me permitiram olhar diante do espelho e dizer uhuuu sou psicóloga, pois ali diante dos meus olhos vi cada um passar por seu processo psicotapeutico e simplesmente mudar aquilo que a vida os estava pedindo no momento. E assim começo contando as 12 aprendizagens:

1 – COMPAIXÃO por você, pela tua dor, pelo teu sofrimento, pelo teu momento. Posso afirmar que a minha compaixão aumentou 10 mil vezes. É ela quem me faz ter gentileza, mais tato e delicadeza quando alguém bate a minha porta ou na era digital abre a sua câmera e me deixa entrar.

2 – PACIÊNCIA pelo teu passo, pelo meu passo, por nossas limitações enquanto ser humano, aquilo que a gente ainda não enxerga, sem julgamento.

3 – FIRMEZA e DOÇURA são faces da mesma moeda, andam de mãos dadas, pois não é meu papel aumentar ou diminuir a sua dor. Sou uma facilitadora na sua busca por um caminho mais consciente e leve.

4 – MUDANÇA é um dos meus objetivos enquanto psicoterapeuta, mudança do padrão de funcionamento, do olhar para você mesmo e para os seus relacionamentos. Percebo que quando as pessoas não enxergam o que precisa ser mudando a vida traz mudanças externas, uma atrás da outra. Quando confiamos que a vida é movimento, é como se a vida nos convidasse para dançar (o pulo do gato), nos tornamos mais leve.

5 – ACEITAÇÃO facilita o processo de mudança. Aceitar que existem ciclos de Vida-Morte-Vida (tema para outro artigo).

6 – EMOÇÕES são o GPS do nosso coração, são sinalizadores, como um farol que nos guia pela vida. Aprender quais são seus sentimentos, te ajudará seja qual for a situação que você está passando.

7 – TRANSITORIEDADE, tudo na vida passa, o que é bom passa, o que é ruim passa. Quando algum cliente esta em algum momento difícil, ou se vê em um beco sem saída, faço ele lembrar que aquele momento é temporário. Isso possibilita uma mudança real.

8 – AMOR, ahhh o amor é o ingrediente que da liga, que costura, a cereja do bolo. É o que realmente faz sentido. É o que te move, o que te alimenta e conecta com a vida.

9 – JARDIM, eu comparo o consultório com um lindo jardim, onde as pessoas são sementes, flores, árvores, outras são borboletas. Muitas vezes no meu papel de psicóloga, sou o jardineiro. Mas sou gente como a gente, tenho minhas fases de semente, flor, árvore, borboleta... o jardim todo.

10 – GRATIDÃO, toda relação é uma troca inclusive a terapêutica e depois desses 12 anos, só tenho gratidão por você confiar sua história e me permitir fazer parte dela e sou grata por Você fazer parte da minha Vida.

11 – ALEGRIA, aqui vou emprestar as palavras de Vinicius de Moraes por que aconteça o que acontecer, vai dar samba:

 ♬♬É melhor ser alegre que ser triste

Alegria é a melhor coisa que existe

É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza

É preciso um bocado de tristeza

É preciso um bocado de tristeza

Senão, não se faz um samba não♬♬♬

12 – VIDA  ... A vida é tão rara... Cuide-se

Com todo amor e luz que carrego no peito, gratidão, seja bem vindo sempre.

Márcia Dallagrana

 


domingo, 23 de junho de 2019

O QUE EU DEVERIA SER SE NÃO FOSSE QUEM EU SOU?




Montevidéu - Uruguai


O que eu deveria ser se não fosse quem eu sou?

Márcia Dallagrana
 

Dia desses passei em frente ao Teatro e vi essa frase, mais do que interessada na peça em cartaz, fiquei pensando na minha própria vida e  na vida de tantas mulheres que conheço a partir do meu trabalho com o feminino consciente, mulheres que como uma flor vão desabrochando, renascendo, fechando ciclos e se abrindo para o novo.

Todas nós em algum momento vamos fazer essa reflexão: O que eu deveria ser se não fosse quem eu souEssa pergunta traz algumas questões: qual é o meu propósito de vida? A minha vida tem sentido? Estou desperta ou vivo em uma neblina?


Por experiências pessoais e anos atendendo em consultório por meio da psicoterapia; minha hipótese é que a maturidade não chega com a idade, ela é o encontro de você com você mesmo. E ao escrever sua própria história, para ser uma mulher consciente, consiste em mudar, mudar para despertar, crescer, amadurecer e (re) criar a si mesma.



Montevidéu - Uruguai

Enquanto você tiver paixão por você , pela vida, pelo seu trabalho, por suas conquistas e vitórias; quando você descobrir o prazer na sua própria companhia, se sentirá viva, o suficiente para saber que está vivendo aqui e agora, dançando com a vida, trilhando seu próprio caminho. Vai descobrir que é quem você deveria ser, nessa viagem tudo é uma questão de escolha, você pode reavaliar o que não funciona para você e se reinventar.
Um beijo e um feliz (re) encontro!!!
Márcia Dallagrana

P.S. caso você tenha interesse em receber textos sobre a psicologia da mulher e o feminino consciente envie seu e-mail para marcia@dallagrana.com, lá você entrará para a lista vip e começará a descobrir os mistérios do feminino.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Relacionamentos Saudáveis e Autoconhecimento

Márcia Dallagrana
Quando você pensa em relacionamentos, qual a imagem mental que você faz? Você fica feliz ao acordar e estar com sua família; com os colegas de trabalho você se alegra; seus amigos que você estima, despertam o que há de melhor em você ou você se sente sugado nas suas relações, às conversas são truncadas, você se sente incompreendido e acaba se isolando? Seu relacionamento amoroso é fonte de prazer e bem-estar ou já está com prazo de validade vencido?  Você já está um tempo sozinho com “preguiça” de tentar de novo?
Os relacionamentos são essenciais para o nosso bem-estar, mas é preciso cuidado, investimento de tempo, energia, comprometimento.
Como podemos ter relacionamentos saudáveis e funcionais?
O primeiro passo é saber que não existe certo e errado que as relações são complexas; tentar justificar porque cada coisa acontece, porque cada relação existe na nossa vida nos leva a ficar andando em círculos sem respostas ou com um milhão delas. Uma reflexão que nos ajuda a tornar nossos relacionamentos mais leves, é pensar PRA QUE estou nessa situação ou relação qual é a minha aprendizagem com essa pessoa, o que eu preciso mudar em minha vida?
Segundo passo é o autoconhecimento entender de onde vem nossa dor nossos medos nossas carências nos fortalece para lidar melhor com esses sentimentos, quando nos conhecemos facilita nossos relacionamentos, desfazer os nós das nossas dificuldades, tornando a vida funcional e saudável.

Porque algumas pessoas parecem ter mais habilidades para se relacionar e algumas vivem num ciclo de relacionamentos difíceis e disfuncionais? O que tenho visto no consultório não é sorte ou personalidade.  O processo de psicoterapia ajudou essas pessoas a tomarem consciência sobre seu padrão de funcionamento (seu jeito de ser e funcionar na vida), elas identificaram e fizeram as aprendizagens que a vida está pedindo no momento ou que ficaram no seu desenvolvimento e assim fizeram as mudanças necessárias em sua vida. O quanto cada pessoa vai ter mais ou menos consciência e realizar mais mudanças ou não, o quanto vai se permitir conhecer, vai depender da sua flexibilidade em lidar com sentimentos, mudanças, relações e a vida.
A psicoterapia tem ajudado muita gente no seu processo de autoconhecimento, a enxergar o mundo, às pessoas, de uma forma diferente, tornando os relacionamentos saudáveis, referencia de prazer e bem estar.

 *Texto escrito para palestra – “Cartas a uma Jovem Mulher-Autoconhecimento” Ministrada por Márcia Dallagrana no Instituto SER Consciente